Logo ficamos sabendo porque os torcedores do Rosario eram chamados de canallas (canalhas), e os do Newell's de leprosos. Acontece que, num partida de futebol muito tempo atrás, cuja renda seria revertida pros leprosos, o Rosario e o Newell's foram convidados. O Newell's aceitou o convite, ao contrário do Rosário...
Na visita ao estádio, o segurança, como sempre, negou acesso. Nosso jeitinho latino permitiu que um sócio nos guiasse na visita. Acontece que o clube tem uma área social tri grande, e um sócio parceiro se ofereceu pra nos apresentar a cancha.
O Estádio Dr. Lisandro de La Torre, o popular Gigante del Arroyito, é grande, com capacidade pra 42 mil pessoas.
Junto de nós, outros castellanos entraram nas arquibancadas. Um deles, com seu filho, perguntou pro sócio que nos guiava como era a violência no jogo, e se ele levava seu filho no jogo. Nosso sócio respondeu que não há problemas, desde que o pai fique de olho na criança. Acontece que o futebol é muito violento na Argentina, especialmente fora de campo, quando torcidas rivais se encontram.
Depois da banda nos estádios, fomos ao centro achar nosso hotel, um local bem legal, com um preço bacana, pertinho da rodoviária.
Jantamos uma parillada num bar-boteco ao lado do hotel. O restaurante tinha camisas de antigamente dos principais clubes argentinos, em quadros na parede. A refeição não foi muito agradável... morsilha e tripa de cordeiro na parilla não são a melhor comida do mundo....

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