O primeiro programa seria visitar pontos relacionados ao Che Guevara. O revolucionário é argentino, rosariense, mas não deve nada à província, que meio o renega. Acontece que Rosário é capital de uma província tri agrícola, bem tradicional, o que contrasta com a história do socialista.
Primeiro, fomos à praça Che Guevara, criada em homenagem a ele, bem próxima do local de seu nascimento. Ali funciona uma quadra de paddle pública.
Depois, fomos à maternidade em que o cara nasceu, no segundo andar de um prédio antigão, hoje residencial.
O primeira andar, por ironia do destino, é ocupado por uma seguradora, a Mapfre... mais capitalista impossível.
Depois, partimos para a praça central da cidade, às margens do Rio Paraná.
A cidade tem um monumento gigantão com a bandeira argentina, o que mostra o patriotismo dos caras. Algo bem diferente de Porto Alegre, cujo principal monumento, o laçador, deve medir um oitavo daquele em Rosário. Só uma observação: a população de Porto Alegre é 50% maior que a de Rosário.
Almoçamos ainda em Rosário, num dos diversos boulevards que a cidade oferece, uma espécie de avenida com amplo canteiro central pra caminhadas. Dessa vez acertamos no restaurante. Escolhemos tenedor (buffet) livre, o que cabia no nosso bolso. Só não esperávamos que teríamos direito ao menu inteiro.
É isso mesmo que você leu: menu inteiro. Acertamos que queríamos buffet com o garçom, mas na mesa do buffet não encontramos carnes. Foi aí que pedimos onde estavam as carnes, e ele respondeu: basta você me pedir, tal como qualquer outro prato. "Como assim?", perguntamos, ao que ele retrucou: "Isso mesmo, vocês podem pedir qualquer prato do cardápio, tudo está incluído."
Dúzias de canelones, bifes e peixes depois, partimos de Rosário para Santa Fé, capital da provincía de Entre Rios.

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